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Como usar o código TUSS para cobrar mais e evitar subnotificação nos procedimentos cirúrgicos particulares

Equipe MedShare 5 min de leitura
Ilustração do artigo: Como usar o código TUSS para cobrar mais e evitar subnotificação nos procedimentos cirúrgicos particulares

Você sabe exatamente o que está deixando na mesa quando usa o código errado?

Procedimento realizado, paciente operado, equipe satisfeita. Só que na hora do faturamento, o código TUSS informado não corresponde ao que foi executado de fato. Resultado: glosa, reprocessamento ou, pior, pagamento de um valor bem abaixo do que você tinha direito.

Isso acontece todo dia com cirurgiões e anestesistas que atuam como freelancers e não têm ninguém para checar essa etapa. O prejuízo some silenciosamente da sua produção mensal.


O que é o código TUSS e por que ele define o seu honorário

O Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) é o padrão que as operadoras de saúde exigem para identificar procedimentos, exames e serviços. Cada código corresponde a um procedimento específico, com sua própria valoração na tabela da operadora.

Na prática, o código TUSS é o que traduz o seu trabalho técnico em valor financeiro para o plano.

Se o código está errado, dois problemas acontecem:

  • A operadora paga por um procedimento diferente do que foi feito, geralmente mais barato.
  • O faturamento fica sujeito a auditoria e glosa posterior.

E olha o detalhe: em cirurgias com equipe, cada membro precisa ter o código correto vinculado ao seu papel no ato cirúrgico. O anestesista tem codificação própria. O auxiliar também. Subnotificar qualquer um desses é dinheiro que não volta.


Os erros mais comuns que custam caro

Usar o código do procedimento principal para tudo. O cirurgião registra o código da cirurgia, mas não detalha videolaparoscopia versus laparotomia, por exemplo. São procedimentos diferentes, com porte e honorário distintos.

Ignorar procedimentos complementares realizados no mesmo ato. Uma videolaparoscopia que evoluiu para laparotomia pode ser codificada com os dois eventos, quando a operadora permite. Registrar só um é subnotificação.

Copiar o código do último procedimento parecido. Sem consultar a tabela atualizada, o médico usa o código que “sempre usou” e não percebe que houve atualização ou que o procedimento realizado hoje tem um código mais preciso.

Não registrar a descrição do anestésico ou a técnica utilizada. Para o anestesista, o código TUSS precisa refletir o tipo de anestesia: geral, regional, sedação monitorada. Cada uma tem porte e remuneração diferentes.


Subnotificação: o rombo invisível no fim do mês

Você consegue responder agora quanto perdeu em subnotificação nos últimos 30 dias?

A maioria dos médicos freelancers não consegue, porque não tem controle consolidado por procedimento. O faturamento vai embora de forma fragmentada, pelo WhatsApp ou planilha, e ninguém fecha o mês com clareza.

Subnotificação não é só erro técnico. É falta de processo. Quando você registra os procedimentos na correria, entre um hospital e outro, no celular, sem uma estrutura que valide os dados, a chance de erro sobe muito.

Para checar se o código que você está usando corresponde de fato ao procedimento e à sua valoração, o Buscador de TUUS é uma ferramenta gratuita útil nessa consulta, especialmente quando você está na dúvida entre dois códigos próximos.


Como usar o código TUSS do jeito certo na prática

1. Registre o procedimento logo após o ato cirúrgico. A memória do bloco some rápido. Anotar na saída da cirurgia, pelo celular, garante que os detalhes estejam frescos e corretos.

2. Não use o código de cor. Consulte. A tabela TUSS é atualizada periodicamente e cada operadora pode ter adaptações próprias. Uma consulta rápida evita o retrabalho de um glosa três semanas depois.

3. Diferencie o código por papel na equipe. Cirurgião, primeiro auxiliar, anestesista e instrumentador têm codificações distintas. Cada um precisa faturar com o seu código específico para que o repasse seja feito corretamente.

4. Registre os procedimentos complementares separados. Se houve mais de um procedimento no mesmo ato, verifique a política da operadora para cobrança concomitante e registre cada um com seu próprio código.

5. Guarde o histórico por procedimento. Saber quais códigos você usou, para quais operadoras e quais resultaram em glosa é informação estratégica. Isso vira aprendizado que protege o próximo faturamento.


O processo certo começa no registro, não na glosa

Corrigir uma glosa é trabalhoso, demorado e nem sempre resolve. Muito mais eficiente é registrar o procedimento correto desde o início, com o código certo e os dados completos.

Para quem opera em múltiplos hospitais e não tem equipe administrativa, isso só funciona com um fluxo simples e acessível pelo celular. Sem processo, a tendência é errar por pressa, e o erro sempre custa mais do que o tempo que você tentou economizar.

Registrar bem desde o bloco cirúrgico, com o código TUSS correto, é a primeira linha de defesa contra subnotificação e glosas. O resto, faturamento, rateio e nota fiscal, vem em seguida.

Pare de perder honorários por código errado. Registre seus procedimentos com o código TUSS certo direto pelo celular com o MedShare.

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