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Como separar os honorários de cada médico do grupo quando o convênio paga tudo numa transferência só e você está entre um plantão e outro

Equipe MedShare 5 min de leitura
Ilustração do artigo: Como separar os honorários de cada médico do grupo quando o convênio paga tudo numa transferência só e você está entre um plantão e outro

O convênio depositou. E agora, quem ficou com quanto?

Você acabou de sair do bloco. Tem 20 minutos antes do próximo caso. O celular vibra: é a notificação do banco. O convênio finalmente pagou a guia daquela colecistectomia de semana passada.

Só que o valor na conta é um número só. Um depósito único, para toda a equipe.

E agora você precisa descobrir quanto é do cirurgião, quanto é do anestesista, quanto fica para o auxiliar e o que entra para o grupo. Tudo isso antes de escrever o pré-anestésico do próximo paciente.


Por que o convênio paga tudo junto (e por que isso complica tudo)

Os planos de saúde e convênios fazem o repasse para um único CNPJ ou CPF responsável pela guia. Não é malícia, é operação deles.

O problema é que, na prática, esse dinheiro pertence a mais de uma pessoa. E separar isso manualmente, com printscreen de WhatsApp e coluna de planilha, é onde o erro e o conflito nascem.

Alguém esquece de anotar o percentual combinado. O grupo muda de acordo em uma cirurgia e ninguém atualizou. O repasse demora, e quando chega, ninguém lembra mais dos detalhes do caso.


O rateio improvisado que todo grupo já fez (e os riscos que ele traz)

A maioria dos pequenos grupos resolve assim:

  • Um médico recebe tudo na conta
  • Manda mensagem no grupo do WhatsApp com o valor
  • Alguém faz a conta na cabeça ou numa calculadora
  • Transfere o que “acha que é certo” para cada um

Funciona por um tempo. Até o dia em que:

  • O valor bate diferente do combinado
  • Alguém questiona o percentual aplicado
  • A transferência atrasa e o colega precisa cobrar
  • Você não consegue provar quanto produziu no mês para a sua declaração de IR

Sem registro formal, você não tem histórico. Sem histórico, você não tem defesa.


O que o rateio correto precisa ter

Para separar os honorários de forma justa e rastreável, o processo precisa contemplar pelo menos quatro pontos:

  1. Identificação do procedimento e dos participantes. Quem operou, quem anestesiou, se houve auxiliar e qual foi o papel de cada um.
  2. Percentual ou valor fixo pré-acordado por função. Cirurgião, anestesista e auxiliar costumam ter participações diferentes dependendo do grupo e do convênio.
  3. Vinculação ao pagamento recebido. O valor bruto que entrou, a data, o convênio que pagou.
  4. Registro de quem recebeu o quê e quando. Comprovante ou lançamento vinculado ao caso.

Sem esses quatro pontos, o rateio é apenas uma suposição bem-intencionada.


Tabelas de honorários: o ponto de partida para um rateio justo

Antes de dividir, você precisa saber o valor de referência do procedimento. Isso evita que o grupo aceite pagamentos subfaturados sem perceber.

Tabelas como CBHPM, TUSS e AMB estabelecem os valores de referência por código de procedimento. Se você precisa verificar o valor esperado de um procedimento específico antes de confirmar se o que o convênio pagou faz sentido, o Buscador de TUUS é um recurso gratuito para essa consulta.

Saber o valor de referência é o primeiro passo. O segundo é garantir que a divisão dentro do grupo reflita esse valor de forma transparente.


Como fazer esse processo funcionar entre um plantão e outro

O médico frila ou de pequeno grupo não tem tempo para abrir planilha, cruzar dados e mandar e-mail de confirmação. A solução precisa caber no intervalo entre dois casos.

Na prática, o fluxo ideal é:

  • Registrar o caso no momento em que ele acontece, com os participantes e os percentuais definidos
  • Vincular o pagamento recebido ao caso específico quando o convênio depositar
  • Calcular o rateio automaticamente, sem fazer conta na mão
  • Gerar um extrato de produção individual, para cada médico saber exatamente o que lhe cabe

Isso não é luxo de grande clínica. É o mínimo para evitar conflito dentro do grupo e manter o controle financeiro do seu próprio trabalho.


O que muda quando o rateio é automatizado

Quando o processo sai do WhatsApp e vai para uma ferramenta estruturada, algumas coisas deixam de existir na sua vida:

  • A mensagem perdida no grupo com o valor da transferência
  • A dúvida sobre qual percentual foi aplicado naquele caso específico
  • O constrangimento de cobrar o colega que ficou de fazer a transferência
  • O final de mês sem saber ao certo quanto você produziu

E uma coisa passa a existir: histórico. Rastreável, consultável e pronto para quando o contador perguntar.


Não espere o final do mês para descobrir que os números não batem

Cada cirurgia sem registro correto é uma oportunidade de conflito que você está adiando, não evitando.

O convênio vai continuar depositando tudo em uma transferência só. O que muda é o que você faz nos 20 minutos antes do próximo caso.

Separe os honorários de cada médico do grupo automaticamente, direto do celular, com o MedShare.

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