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Como revisar o faturamento de um convênio antes de assinar o recibo de repasse quando você está entre um plantão e outro e não tem secretária para conferir

Equipe MedShare 5 min de leitura
Ilustração do artigo: Como revisar o faturamento de um convênio antes de assinar o recibo de repasse quando você está entre um plantão e outro e não tem secretária para conferir

Você recebeu o recibo. O próximo plantão começa em 40 minutos. O que você faz?

A cena é conhecida: você está no vestiário, ainda com a roupa do bloco, quando o coordenador do convênio manda o PDF do repasse no WhatsApp. “Assina aí e me devolve.”

Você não tem secretária. Não tem tempo. E a sensação de que algo pode estar errado bate antes mesmo de abrir o arquivo.

Assinar sem conferir é perder dinheiro sem nem saber quanto.


Por que revisar antes de assinar é uma questão de sobrevivência financeira

Convênios erram. Às vezes por falha no sistema, às vezes por glosa não comunicada, às vezes por uma tabela desatualizada que ninguém avisou que mudou.

O problema é que, depois que o recibo é assinado, contestar um valor se torna muito mais difícil. Você entra em um ciclo burocrático que consome tempo que você não tem.

Cada cirurgia com repasse menor do que o devido é dinheiro que não volta.


O que você precisa conferir, em ordem de prioridade

Você tem pouco tempo. Então vá direto ao ponto, nessa sequência:

1. Quantidade de procedimentos listados

  • O número de cirurgias no repasse bate com o que você realizou no período?
  • Algum procedimento sumiu da lista?

2. Código e descrição de cada procedimento

  • O convênio cobrou pelo código certo ou fez uma troca (downcoding) para um procedimento mais simples e mais barato?
  • Quando o assunto é código de procedimento cirúrgico, o Buscador de TUSS é um recurso gratuito útil para checar rapidamente se o código no recibo corresponde ao que foi realizado.

3. Valor unitário por procedimento

  • O valor pago por cada ato corresponde ao que está previsto no seu contrato com o convênio ou na tabela de referência (CBHPM, TUSS, AMB)?
  • Reduções unilaterais de valor são uma forma silenciosa de glosa.

4. Percentual do honorário do cirurgião ou anestesista

  • Nos repasses de equipe, verifique se o percentual que chegou até você corresponde ao que foi combinado internamente.
  • Essa é uma das maiores fontes de conflito em grupos descentralizados.

5. Descontos e glosas informadas

  • O convênio aplicou algum desconto? Ele está justificado e documentado no demonstrativo?
  • Glosa sem justificativa é contestável. Mas só se você perceber antes de assinar.

A armadilha do PDF em 40 linhas enviado no grupo do WhatsApp

Demonstrativos de convênio não foram feitos para serem lidos no celular em 5 minutos.

São PDFs densos, com colunas apertadas, abreviações técnicas e valores que só fazem sentido se você tem o contrato na memória.

Sem uma ferramenta de organização, você vai comparar o que chegou agora com o que está na sua cabeça, ou com uma planilha desatualizada salva na nuvem que você abre, fecha e nem lembra mais o que quis dizer.

É exatamente aí que o erro passa sem ser visto.


O que fazer quando o tempo é curto e você precisa decidir agora

Se você não tem como fazer uma revisão completa antes de assinar, siga esse protocolo mínimo:

  • Confira o total bruto. Você tem uma estimativa de quanto deveria receber. O total bate com essa expectativa ou está bem abaixo?
  • Conte os procedimentos. 10 cirurgias realizadas, 10 na lista? Se o número não fechar, pare tudo.
  • Verifique se há linha de “glosa” ou “desconto”. Se tiver, exige justificativa antes de assinar.

Se algo não fechar, peça um prazo de 24 horas para análise. Coordenador sério entende. E o que não entende, esse é o sinal de um problema maior no relacionamento com aquele convênio.


O problema real não é a pressa. É a falta de registro

Você só consegue conferir um repasse com segurança se tiver registrado o que fez.

Data da cirurgia, hospital, procedimento realizado, convênio, valor esperado. Se isso não está registrado de forma organizada no momento em que você recebe o demonstrativo, a revisão vira um exercício de memória.

E memória falha, especialmente depois de uma madrugada de plantão.

Médicos que mantêm o registro contínuo da produção, procedimento por procedimento, conseguem contestar glosas com dados concretos e não ficam reféns do demonstrativo enviado pelo convênio como única fonte da verdade.


A lógica é simples: quem controla o registro controla a contestação

O convênio tem o sistema dele. Você precisa ter o seu.

Não para criar mais burocracia, mas para ter um espelho do que foi feito. Um registro que você alimenta em 30 segundos depois de cada cirurgia, direto do celular, e que fica disponível na hora em que o PDF chega no WhatsApp.

Com isso, a revisão deixa de ser uma loteria e passa a ser uma comparação objetiva.


Revisar um repasse sem registro próprio é sempre uma desvantagem. O MedShare foi criado para resolver exatamente isso: você registra sua produção no celular, em segundos, e tem os dados na mão quando o recibo chega.

Confira seu próximo repasse com segurança, pelo celular, sem depender de memória ou planilha, com o MedShare.

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