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Como organizar o faturamento de procedimentos eletivos e de urgência no mesmo mês quando cada convênio tem uma tabela de cobrança diferente e você trabalha sem secretária

Equipe MedShare 5 min de leitura
Ilustração do artigo: Como organizar o faturamento de procedimentos eletivos e de urgência no mesmo mês quando cada convênio tem uma tabela de cobrança diferente e você trabalha sem secretária

Você terminou a cirurgia, está no corredor do hospital e ainda precisa descobrir quanto vai receber

O mês fechou com uma lista de eletivas pelo plano A, duas urgências pelo plano B e um particular que pagou na hora. Cada um com tabela diferente, prazo diferente e regra diferente para cobrança.

Sem secretária para organizar isso, o caos se instala rápido.


Por que faturar múltiplos convênios no mesmo mês é tão difícil

Cada operadora usa sua própria referência de valores. Você pode ter, no mesmo mês:

  • CBHPM como base para um convênio nacional
  • TUSS/TISS para outro que exige padrão eletrônico
  • Tabela própria para um plano regional que nem segue AMB

O problema não é só saber o valor correto. É registrar o procedimento certo, com o código certo, no prazo certo, para cada convênio separado.

Uma confusão nessa hora vira glosa. E glosa, na prática, é dinheiro que você produziu mas não recebeu.


Eletivas e urgências: o que muda na cobrança

Além da tabela, o tipo de procedimento afeta o faturamento de formas que muita gente ignora:

Procedimentos eletivos

  • Geralmente têm autorização prévia do convênio
  • Permitem negociar porte e coeficiente antes de entrar no bloco
  • O prazo para faturar costuma ser mais folgado

Procedimentos de urgência

  • Autorização posterior, frequentemente com prazo curto (24 a 72 horas em muitos convênios)
  • Cobertura obrigatória por lei, mas o convênio pode questionar o código se não for documentado direito
  • Glosa técnica é muito comum aqui porque a equipe estava com foco no paciente, não na papelada

Misturar os dois tipos no mesmo lote de cobrança, sem separar por convênio e por natureza do atendimento, é a receita para perder dinheiro sem saber exatamente onde.


O que costuma travar quem trabalha sem secretária

Você não tem ninguém para fazer o meio de campo. Então o processo fica assim:

  1. Cirurgia acontece
  2. Você anota no grupo do WhatsApp ou em uma planilha
  3. No final do mês, você tenta lembrar o que foi, qual convênio era e qual código usar
  4. Pesquisa o valor na tabela correta, conferindo se o convênio aplica desconto ou acréscimo
  5. Monta o faturamento, muitas vezes na madrugada, antes do prazo fechar

Esse processo manual tem falhas em cada etapa. Código errado, prazo perdido, valor subfaturado. Você não glosou por má-fé. Glosou porque o sistema exige atenção a detalhes que nenhum cirurgião consegue manter depois de um dia longo no bloco.


Como organizar sem perder a cabeça (nem o dinheiro)

A saída não é virar especialista em faturamento. É criar um fluxo que funcione no seu ritmo.

Registre no ato, não depois. Assim que saiu do bloco, abra o app, registre o procedimento, o convênio e o tipo (eletiva ou urgência). Leva menos de dois minutos e elimina o problema de memória no fim do mês.

Separe por convênio desde o início. Não misture tudo em um único lugar para “organizar depois”. Cada convênio tem regra própria. Se você precisar verificar o valor base de um procedimento específico, ferramentas como o Buscador de TUUS ajudam a consultar códigos e valores de referência antes de fechar o faturamento.

Identifique urgências com prazo de autorização. Coloque uma marcação no registro indicando que aquele procedimento foi urgência e qual é o prazo do convênio para autorização posterior. Isso evita que a cobrança caia fora do prazo sem que você perceba.

Feche o faturamento por convênio, não por data. Agrupe tudo do mesmo plano junto. Fica mais fácil revisar, mais fácil identificar glosa potencial e mais fácil entender quanto cada convênio te deve no mês.


O risco de deixar para fechar tudo de uma vez no fim do mês

Quanto mais você empurra o registro para o fim do mês, mais detalhes somem da memória e mais erros entram no faturamento.

Prazo de autorização vence. Código é digitado errado. Convênio é trocado. Porte cirúrgico é subfaturado porque você não lembrou que aquele caso teve complicação intraoperatória que justificava acréscimo.

Cada um desses pontos é dinheiro que você trabalhou para ganhar e não vai ver na conta.


A lógica que funciona para quem está sempre em movimento

Você não vai mudar sua rotina de bloco. O que muda é a ferramenta que você usa para registrar o que aconteceu antes de sair para o próximo hospital.

Registro rápido no celular, separado por convênio e tipo de procedimento, com o faturamento organizado automaticamente para cada operadora. Sem planilha, sem WhatsApp, sem a madrugada do dia 30 tentando montar um quebra-cabeça.

Esse é o único fluxo que sobrevive à rotina de um cirurgião ou anestesista que trabalha em múltiplos hospitais ao mesmo tempo.

Organize seu faturamento por convênio e por tipo de procedimento direto do celular, sem secretária e sem planilha, com o MedShare.

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