Voltar ao blog
gestão cirúrgica grupo cirúrgico

Como organizar o faturamento de convênios e particulares no mesmo mês quando você atende em hospitais diferentes e cada um tem tabela de cobrança distinta

Equipe MedShare 4 min de leitura
Ilustração do artigo: Como organizar o faturamento de convênios e particulares no mesmo mês quando você atende em hospitais diferentes e cada um tem tabela de cobrança distinta

Dois hospitais, três convênios e uma tabela diferente em cada lugar. Você sabe quanto vai receber esse mês?

Se você atende em mais de um hospital, a resposta honesta provavelmente é: não sabe. Pelo menos não com precisão.

Você tem cirurgias pelo plano A no Hospital 1, particulares no Hospital 2 e ainda uns plantões com repasse pelo Hospital 3, cada um com sua tabela, seu prazo e seu jeito de pagar. No final do mês, você junta tudo na memória, no WhatsApp e numa planilha que já perdeu a versão certa.

Dinheiro escapa por essa bagunça. E o pior: você só descobre quando a conta não fecha.


Por que misturar convênios e particulares no mesmo controle é um problema real

Convênio e particular têm lógicas completamente diferentes de faturamento.

No convênio:

  • Você precisa usar o código TUSS correto para cada procedimento
  • A autorização precisa estar em ordem antes da cirurgia
  • O prazo de pagamento é fixado em contrato com o hospital ou a operadora
  • Qualquer inconsistência entre o que foi autorizado e o que foi cobrado vira glosa

No particular:

  • Você define o valor, mas precisa emitir nota fiscal sobre ele
  • Se a equipe divide o honorário, cada um precisa da sua parte discriminada
  • O paciente pode pagar de formas diferentes: à vista, parcelado, por transferência

Quando você tenta controlar os dois modelos no mesmo bloco de anotações ou na mesma planilha genérica, as regras se misturam e os erros aparecem.


O problema real das tabelas diferentes por hospital

Cada hospital tem acordos distintos com as operadoras. Isso significa que o mesmo procedimento, o mesmo código TUSS, pode ter valor de repasse diferente dependendo de onde você operou.

Uma colecistectomia laparoscópica pode ser remunerada com um coeficiente no Hospital A e outro no Hospital B. Se você não registra o contexto de cada cirurgia no momento em que ela acontece, perder essa diferença é quase certo.

É aqui que o Buscador de TUUS pode ajudar: consultar o código e o valor de referência de um procedimento na hora, antes de fechar a conta, evita que você negocie ou confira repasses no escuro.


O ciclo que drena seu dinheiro todos os meses

Veja como costuma funcionar na prática:

  1. Você opera, anota no celular ou no papel
  2. No fim da semana, tenta reconstruir o que fez
  3. Manda mensagem no WhatsApp para o parceiro de equipe confirmar os casos
  4. Descobre que faltou um código em uma guia, ou que um procedimento foi lançado errado
  5. Tenta corrigir, mas a janela de faturamento do convênio já fechou
  6. A glosa vem, ou o repasse vem menor do que deveria

Esse ciclo se repete porque o registro acontece tarde demais. E quando você está entre um hospital e outro, sem secretária, o atraso é quase inevitável.


Como organizar o faturamento dos dois modelos na prática

A saída não é ter dois sistemas paralelos. É ter um único ponto de registro que entende os dois contextos.

O que precisa estar claro para cada cirurgia registrada:

  • Hospital onde foi realizada (define a tabela de repasse e o convênio envolvido)
  • Tipo de cobrança: convênio ou particular
  • Código do procedimento (TUSS para convênio, descrição livre para particular)
  • Composição da equipe e como o honorário será dividido
  • Valor esperado de repasse versus o que de fato entrou

Com esses cinco campos preenchidos no momento do procedimento, você tem tudo para fechar o mês sem surpresa.


Registrar na hora, no celular, antes de sair do bloco

Essa é a mudança de comportamento mais importante.

Não precisa ser um processo longo. Trinta segundos depois de sair do bloco, antes de ir para o próximo hospital, você registra o caso. Hospital, convênio ou particular, código, equipe.

Isso elimina o esforço de reconstrução no final do mês e corta na raiz a maioria das glosas por divergência de informação.

Um aplicativo feito para esse fluxo, mobile-first, sem telas de ERP que parecem painel de avião, faz toda a diferença.


Fechamento de mês sem adivinhação

Quando cada cirurgia está registrada com contexto completo, o fechamento mensal deixa de ser uma sessão de arqueologia financeira.

Você consegue ver, por hospital, quanto produziu em convênio e quanto veio de particular. Consegue checar se o repasse bateu com o esperado. E se vier menor, você tem a base para questionar com dados na mão, não com achismo.

Esse nível de clareza não depende de contador, de secretária ou de planilha complexa. Depende de disciplina no registro e de uma ferramenta que organize isso de forma simples.


Centralize o faturamento de todos os seus hospitais, convênios e particulares num só lugar, direto pelo celular, com o MedShare.

Compartilhar

MedShare: Gestão Cirúrgica

Pronto para modernizar a gestão do seu grupo cirúrgico?

Substitua o WhatsApp por uma plataforma completa. Veja o MedShare funcionando em 30 minutos, sem compromisso.