Voltar ao blog
gestão cirúrgica grupo cirúrgico

Como organizar o faturamento de cirurgias de emergência quando o hospital exige TISS e você está no meio do plantão sem secretária

Equipe MedShare 5 min de leitura
Ilustração do artigo: Como organizar o faturamento de cirurgias de emergência quando o hospital exige TISS e você está no meio do plantão sem secretária

Você está no meio do plantão. O hospital acabou de pedir o TISS. E você não tem secretária.

É sexta à noite. Você acabou de fechar o abdome de um politraumatizado, a próxima emergência já está na sala e o faturista do hospital te manda mensagem no WhatsApp: “Precisa do XML TISS até amanhã cedo ou o procedimento não entra na competência.”

Você respira fundo e pensa: “Por onde começo?”

Esse cenário é mais comum do que deveria ser. E cada vez que ele acontece sem organização, você corre o risco real de perder honorários que já trabalhou para ganhar.


O que é o TISS e por que ele trava seu faturamento na emergência

O TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) é o padrão eletrônico exigido pela ANS para comunicação entre prestadores e operadoras de planos de saúde.

Na prática, significa que cada procedimento realizado precisa ser registrado com:

  • Código TUSS do procedimento principal e dos secundários
  • CRM e CPF do cirurgião e de cada membro da equipe
  • Grau de participação de cada profissional (cirurgião, auxiliar, anestesista)
  • Dados do beneficiário e número da guia de autorização
  • Data, hora e local do atendimento

Numa cirurgia eletiva, você tem tempo de reunir tudo isso com calma. Numa emergência, você sai do bloco com as mãos ainda úmidas e o hospital já quer o arquivo.

Sem estrutura, você improvisa. E improviso em TISS vira glosa.


Onde o dinheiro escapa quando não há processo

Glosas por TISS não avisam na hora. Elas aparecem semanas depois, quando o repasse cai menor do que o esperado ou simplesmente não cai.

Os erros mais comuns em cirurgias de emergência sem suporte administrativo:

  • Código TUSS errado: procedimento registrado com código de urgência quando deveria ser de emergência, ou vice-versa. A diferença pode mudar o valor pago em até 30%.
  • Equipe incompleta: o primeiro auxiliar não foi incluído, o anestesista ficou de fora. O rateio futuro vira briga.
  • Guia sem autorização prévia: em emergência, a autorização pode ser retroativa, mas precisa ser registrada dentro do prazo da operadora. Cada operadora tem uma regra.
  • Dados divergentes: CRM digitado errado, nome diferente do cadastro. O sistema rejeita e você precisa corrigir, reenviar e torcer para o prazo ainda estar aberto.

Cada um desses erros tem um valor. Some os procedimentos perdidos em um ano e você vai entender por que sua produção financeira nunca fecha com o que você realmente operou.


O que fazer durante o plantão para não perder o faturamento

A solução não é virar faturista. É criar um registro mínimo no momento certo, enquanto a memória ainda está fresca.

Direto do celular, logo após a cirurgia:

  1. Registre o procedimento principal com código TUSS antes de sair do bloco. Se tiver dúvida sobre qual código usar, o Buscador de TUSS é um recurso gratuito para consulta rápida por nome ou especialidade.
  2. Anote quem estava na equipe com o grau de participação de cada um. Isso vai definir o rateio depois.
  3. Fotografe a guia ou salve o número de autorização. Parece óbvio, mas na correria do plantão esse papel some.
  4. Registre o plano de saúde do paciente. Cada operadora tem tabela e prazo de envio diferentes.

Com esses quatro pontos registrados, você tem o mínimo para montar o TISS sem depender de memória ou de mensagem no WhatsApp três dias depois.


Por que o WhatsApp não resolve (e piora)

Grupo de equipe cirúrgica no WhatsApp virou padrão. E entende-se: é rápido, todo mundo usa, não precisa instalar nada novo.

O problema é que o WhatsApp não foi feito para guardar informações financeiras estruturadas.

  • Dados de procedimentos se perdem em meio a figurinhas e atualizações de plantão
  • Não existe histórico consultável por data, hospital ou plano
  • Rateio combinado no grupo não tem registro formal
  • Quando o repasse atrasa, você não tem nem onde provar o que foi acordado

A conversa informal vira passivo. E passivo, no faturamento médico, vira dinheiro que não volta.


Como estruturar o faturamento sem secretária e sem parar de operar

A autonomia do médico frila não é falta de estrutura. É estrutura diferente, feita para quem opera em três hospitais na semana e precisa resolver tudo pelo celular entre um caso e outro.

O que funciona na prática:

  • Registro imediato no celular, não depois, não amanhã
  • Um lugar só para todos os procedimentos de todos os hospitais, com rateio já vinculado à equipe
  • Histórico de produção acessível a qualquer momento, sem planilha, sem pergunta para ninguém

Quando você tem isso, o TISS deixa de ser urgência e vira rotina. Você entrega o arquivo no prazo, a equipe recebe o rateio correto e você sabe exatamente quanto produziu no mês sem precisar somar nada manualmente.


Conclusão

Cirurgia de emergência com exigência de TISS no mesmo dia não precisa ser sinônimo de estresse financeiro. O que falta, na maioria das vezes, não é tempo. É um processo simples que funciona de onde você estiver.

Organize seu faturamento de emergências direto do celular, sem planilha e sem depender de secretária, com o MedShare.

Compartilhar

MedShare: Gestão Cirúrgica

Pronto para modernizar a gestão do seu grupo cirúrgico?

Substitua o WhatsApp por uma plataforma completa. Veja o MedShare funcionando em 30 minutos, sem compromisso.